Codex of FaithsUm atlas ilustrado da fé

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Cabaça

A cabaça no taoísmo: o recipiente dos imortais que guarda o elixir da vida, por que significa saúde e proteção e onde vê-la na arte e nas casas chinesas.

Também chamado Cabaça dupla · Porongo · Hulu

Em resumo

  1. I.A cabaça dupla, hulu em chinês, é levada pelos imortais taoístas e guarda o elixir da longa vida.
  2. II.Suas duas partes redondas são lidas como o céu e a terra unidos.
  3. III.É um sinal de saúde, longa vida e proteção contra o mal.
  4. IV.Seu nome soa como as palavras chinesas para “proteção” e “boa sorte”.

Capítulo I

O que significa

A cabaça-garrafa, com suas duas partes bojudas e a cintura estreita, é uma imagem do universo em miniatura: a parte de cima é o céu; a de baixo, a terra. Oca e fechada, é um recipiente de poder oculto. Nas histórias taoístas, os imortais carregam cabaças que guardam o elixir da imortalidade, ou mundos inteiros dentro delas.

Por isso, a cabaça significa longa vida e cura. Seu nome chinês, hulu, soa como palavras para “proteção” e “bênção”, e por isso ela é também um amuleto contra o mal.

Capítulo II

De onde vem

As cabaças estiveram entre os primeiros recipientes usados na China e aparecem em mitos antigos em que o mundo nasce de uma cabaça. Na arte taoísta, a partir da dinastia Song, o imortal Li Tieguai é representado com sua cabaça, e vasos e garrafas em forma de cabaça se tornaram um dos favoritos da cerâmica chinesa.

Capítulo III

Onde vê-lo hoje

Cabaças entalhadas e pintadas são vendidas em templos e mercados como amuletos para a saúde. A forma da cabaça aparece nos telhados dos templos taoístas, em joias e nas placas das lojas de medicina tradicional.

Perguntas frequentes

Que imortal carrega uma cabaça?

Li Tieguai, “Li da Muleta de Ferro”, um dos Oito Imortais, sempre tem uma cabaça cheia de remédio, com o qual cura os doentes.

Por que pendurar uma cabaça em casa?

Na crença popular, a cabaça absorve a energia ruim e as doenças. As pessoas penduram cabaças verdadeiras ou entalhadas perto das camas ou das portas para ter saúde.

Fontes e leituras adicionais

  1. Stephen Little, Taoism and the Arts of China (Art Institute of Chicago, 2000)
  2. Livia Kohn, Daoism and Chinese Culture (Three Pines Press, 2001)
  3. Encyclopaedia Britannica, “Religious symbolism and iconography”