Codex of FaithsUm atlas ilustrado da fé

1844–1863 d.C. · Irã (Pérsia)

Como a fé bahá’í nasceu no Irã do século XIX com o Báb e Bahá’u’lláh, o que ensina sobre a unidade de Deus e da humanidade e como os bahá’ís oram e se organizam.

Origem
Irã (Pérsia)
Quando
1844–1863 d.C.
Fundador
O Báb (1819–1850), o precursor, e Bahá’u’lláh (1817–1892), a quem os bahá’ís consideram o mais recente mensageiro de Deus
Seguidores
5 a 8 milhões (2020)
Principais ramos
Fé bahá’í, Babís azalis
Escrituras
O Kitáb-i-Aqdas, O Kitáb-i-Íqán

Em resumo

  1. A fé bahá’í começou no Irã em 1844 com o Báb e foi fundada por Bahá’u’lláh, que anunciou sua missão em 1863.
  2. Os bahá’ís creem em um só Deus que enviou uma série de mensageiros, entre eles Abraão, Moisés, Buda, Jesus e Maomé, e que todas as religiões têm uma mesma origem.
  3. Seu ensinamento central é a unidade da humanidade, com princípios como a igualdade entre mulheres e homens, a educação universal e a harmonia entre ciência e religião.
  4. Estima-se que haja de 5 a 8 milhões de bahá’ís, espalhados por quase todos os países; seu centro mundial fica em Haifa e Acre, em Israel.

Do texto

لا تحسبنّ انّا نزّلنا لكم الاحكام بل فتحنا ختم الرّحيق المختوم باصابع القدرة والاقتدار

“Não penseis que vos revelamos um mero código de leis. Não, antes, rompemos o selo do Vinho seleto com os dedos do poder e da força.”

Kitáb-i-Aqdas, ¶5

O livro sagrado

O Kitáb-i-Aqdas

al-Kitáb al-Aqdas

Língua
Árabe
Escrito
c. 1873, em Acre
Conteúdo
190 parágrafos na edição autorizada, com um suplemento de Perguntas e Respostas

O Kitáb-i-Aqdas, “o Livro Mais Sagrado”, é o livro central da fé bahá’í. Bahá’u’lláh o escreveu em árabe por volta de 1873, quando era prisioneiro em Acre, e os bahá’ís o consideram a carta fundadora de uma nova civilização mundial.

Ele estabelece as leis da fé: a oração obrigatória diária, o Jejum de dezenove dias, o calendário bahá’í e a Festa de Dezenove Dias, o casamento e a herança, e proibições como as do álcool e da maledicência. Institui as Casas de Justiça, indica ‘Abdu’l-Bahá como aquele a quem os bahá’ís devem se voltar após o falecimento de Bahá’u’lláh e se dirige a reis e governantes, conclamando-os à justiça. Ao lado das leis, fala da alma, do desprendimento e da obediência a Deus por amor. Seu complemento doutrinário, o Kitáb-i-Íqán, explica a unidade dos mensageiros de Deus, enquanto as Palavras Ocultas oferecem versos curtos de conselho espiritual. Uma tradução autorizada para o inglês foi publicada em 1992.

Os bahá’ís leem o Kitáb-i-Aqdas no original ou em tradução, muitas vezes junto com as interpretações de ‘Abdu’l-Bahá e de Shoghi Effendi. Uma de suas leis é recitar os versos sagrados toda manhã e toda noite. Não há clero para explicá-lo: cada fiel o estuda pessoalmente e em círculos de estudo, e a Casa Universal de Justiça decide quando as leis que ainda não vigoram em toda parte devem ser aplicadas. Seus versos também são lidos em encontros devocionais e nos Dias Sagrados.

Em imagens

  • Os terraços e o Santuário do Báb iluminados à noite na encosta do monte CarmeloCentro Mundial Bahá’í, Haifa, Israel
  • Dezenove terraços ajardinados que descem o monte Carmelo em torno do Santuário do BábHaifa, Israel
  • Uma casa de adoração em forma de lótus com pétalas de mármore branco, aberta a pessoas de todas as fésTemplo de Lótus, Nova Délhi, Índia
  • A mais antiga Casa de Adoração bahá’í ainda existente, com nove lados e rendilhada de concretoCasa de Adoração Bahá’í, Wilmette, EUA
  • Um templo de nove alas translúcidas aos pés dos AndesCasa de Adoração Bahá’í, Santiago, Chile
  • O santuário de Bahá’u’lláh, o lugar mais sagrado da Terra para os bahá’ísBahjí, perto de Acre, Israel
Créditos das fotos
  1. Centro Mundial Bahá’í, Haifa, Israel · Dani Lavi 0007, CC BY-SA 4.0
  2. Haifa, Israel · Zvi Roger, CC BY 3.0
  3. Templo de Lótus, Nova Délhi, Índia · Shagil Kannur, CC BY-SA 4.0
  4. Casa de Adoração Bahá’í, Wilmette, EUA · King of Hearts, CC BY-SA 4.0
  5. Casa de Adoração Bahá’í, Santiago, Chile · Carlos Figueroa, CC BY-SA 4.0
  6. Bahjí, perto de Acre, Israel · Marco Abrar, CC BY-SA 3.0

Redesenhadas para este site como pranchas ilustradas a partir das fotografias acima: recortadas, recoloridas, contornadas e com céus noturnos pintados. As imagens adaptadas são compartilhadas sob as mesmas licenças.

Capítulo I

O Báb e Bahá’u’lláh

Em 1844, um jovem comerciante de Shiraz, Sayyid ‘Alí-Muhammad, declarou ser o Báb, “a Porta”, portador de uma nova revelação e arauto de outra, ainda maior, que estava por vir. Seu movimento se espalhou rapidamente pelo Irã e foi duramente perseguido; o Báb foi executado em Tabriz em 1850.

Um de seus seguidores, Mírzá Husayn-‘Alí, conhecido como Bahá’u’lláh (“a Glória de Deus”), foi preso em Teerã em 1852 e depois exilado em Bagdá. Ali, em 1863, declarou ser aquele que o Báb havia anunciado. Novos exílios o levaram a Constantinopla, a Adrianópolis e, por fim, à cidade-prisão de Acre, na Palestina otomana, onde morreu em 1892.

Seu filho ‘Abdu’l-Bahá liderou a comunidade e viajou pela Europa e pela América do Norte em 1911–1913. Seu neto Shoghi Effendi consolidou suas instituições. Desde 1963, a Casa Universal de Justiça, em Haifa, orienta a fé, hoje presente em quase todos os países.

30° L50° L 30° N40° N Shiraz · 1844, o Báb Shiraz: 1844, o Báb Teerã · 1852, prisão Teerã: 1852, prisão Bagdá · 1853–1863 Bagdá: 1853–1863 Constantinopla · 1863 Constantinopla: 1863 Adrianópolis · 1863–1868 Adrianópolis: 1863–1868 Acre e Haifa · a partir de 1868 Acre e Haifa: a partir de 1868 Os exílios de Bahá’u’lláh onde começou chegada, data aproximada N
  1. 1844, o Báb Shiraz
  2. 1852, prisão Teerã
  3. 1853–1863 Bagdá
  4. 1863 Constantinopla
  5. 1863–1868 Adrianópolis
  6. a partir de 1868 Acre e Haifa
Capítulo II

Da prisão ao monte Carmelo

A execução do Báb em 1850 não pôs fim ao movimento babí, mas o deixou sem líder e perseguido. Em 1852, alguns babís tentaram matar o xá, e seguiu-se uma onda de execuções. Bahá’u’lláh, embora não estivesse envolvido, foi lançado no Síyáh-Chál, o “Poço Negro” de Teerã, onde, segundo os bahá’ís, recebeu o primeiro indício de sua missão. Libertado após quatro meses, foi exilado em Bagdá, então sob domínio otomano, onde aos poucos reanimou a dispersa comunidade babí.

Em 1863, quando os otomanos o transferiram para Constantinopla, ele declarou sua missão no jardim de Ridván, nos arredores de Bagdá. Em Adrianópolis, a comunidade se dividiu quando seu meio-irmão Subh-i-Azal se opôs a ele, e a maioria dos babís se tornou bahá’í. A partir de 1867, em Adrianópolis e depois em Acre, Bahá’u’lláh dirigiu cartas aos governantes de seu tempo, entre eles Napoleão III, a rainha Vitória, o czar Alexandre II, o papa Pio IX e o xá do Irã, conclamando-os a buscar a justiça e a paz. Em 1868, foi enviado com a família e os companheiros à cidade-prisão de Acre, onde concluiu o Kitáb-i-Aqdas em 1873. Passou os últimos anos na mansão de Bahjí, ali perto, e seu santuário nesse local é hoje o lugar mais sagrado para os bahá’ís. Em seu testamento, o Livro do Convênio, nomeou o filho mais velho, ‘Abdu’l-Bahá, como seu sucessor e intérprete de seus escritos.

‘Abdu’l-Bahá liderou a fé de 1892 a 1921. Sua autoridade foi contestada pelo meio-irmão Mírzá Muhammad-‘Alí, mas a grande maioria dos bahá’ís permaneceu fiel a ele. Nesses anos a fé chegou ao Ocidente: os primeiros americanos se tornaram bahá’ís em Chicago em 1894, e peregrinos da Europa e da América do Norte começaram a visitar Acre. Em Asgabate, na Ásia Central russa, os bahá’ís iniciaram a primeira Casa de Adoração em 1902. Libertado do confinamento após a revolução dos Jovens Turcos de 1908, ‘Abdu’l-Bahá depositou os restos mortais do Báb em um santuário no monte Carmelo em 1909 e, em suas viagens de 1911–1913, lançou a pedra fundamental da Casa de Adoração de Wilmette, perto de Chicago. Os britânicos lhe concederam o título de cavaleiro em 1920 por seu trabalho contra a fome na Palestina durante a Primeira Guerra Mundial.

Seu neto Shoghi Effendi, nomeado Guardião no testamento de ‘Abdu’l-Bahá, liderou a comunidade de 1921 a 1957. Formado em Oxford, traduziu para o inglês muitos dos escritos centrais e construiu a ordem administrativa da fé, com assembleias espirituais locais e nacionais eleitas. Também projetou os jardins do centro mundial em Haifa e Acre, e sua Cruzada de Dez Anos (1953–1963) levou a fé a muitos países novos. Nem todas as comunidades puderam crescer: na União Soviética, a vida bahá’í foi reprimida a partir do fim da década de 1920 e o templo de Asgabate foi confiscado, e no Irã uma campanha nacional contra os bahá’ís em 1955 levou a ataques e à tomada de seu centro em Teerã.

Shoghi Effendi morreu em Londres em 1957 sem nomear um sucessor. As Mãos da Causa, bahá’ís de destaque que ele havia nomeado, orientaram a comunidade até 1963, quando os membros das assembleias nacionais elegeram a primeira Casa Universal de Justiça. A pretensão de Charles Mason Remey de ser o segundo Guardião foi rejeitada por quase todos os bahá’ís, e os pequenos grupos que o seguiram permaneceram marginais.

A partir da década de 1960, a fé cresceu sobretudo na Índia, na África, na América Latina e no Pacífico. Novas Casas de Adoração foram abertas em Kampala e Sydney em 1961, em Frankfurt em 1964, no Panamá em 1972, em Apia em 1984 e em Nova Délhi, o Templo de Lótus, em 1986. A sede da Casa Universal de Justiça no monte Carmelo foi concluída em 1983, os terraços do Santuário do Báb foram inaugurados em 2001 e, em 2008, os lugares sagrados bahá’ís de Haifa e Acre foram inscritos como Patrimônio Mundial da UNESCO. No Irã, a revolução de 1979 trouxe uma perseguição sistemática, incluindo a execução de muitos membros dos órgãos bahá’ís eleitos; em 2008, os sete líderes informais da comunidade iraniana foram presos e depois condenados a longas penas de prisão.

  1. 1844 O Báb declara sua missão em Shiraz.
  2. 1850 O Báb é executado em Tabriz.
  3. 1852 Bahá’u’lláh é preso no Síyáh-Chál de Teerã e depois exilado em Bagdá.
  4. 1863 Bahá’u’lláh declara sua missão no jardim de Ridván, em Bagdá.
  5. 1868 Bahá’u’lláh é exilado na cidade-prisão de Acre.
  6. 1873 Bahá’u’lláh conclui o Kitáb-i-Aqdas.
  7. 1892 Bahá’u’lláh morre em Bahjí; ‘Abdu’l-Bahá o sucede.
  8. 1909 Os restos mortais do Báb são depositados em um santuário no monte Carmelo.
  9. 1911–1913 ‘Abdu’l-Bahá viaja pela Europa e pela América do Norte.
  10. 1921 ‘Abdu’l-Bahá morre; Shoghi Effendi se torna o Guardião.
  11. 1963 É eleita a primeira Casa Universal de Justiça.
  12. 1979 A revolução iraniana traz a perseguição sistemática dos bahá’ís.
Capítulo III

Um só Deus, uma só humanidade

Os bahá’ís creem em um só Deus, incognoscível em sua essência, que revela sua vontade por meio de uma série de mensageiros: Abraão, Moisés, Krishna, Zoroastro, Buda, Jesus, Maomé, o Báb e Bahá’u’lláh. Cada um trouxe ensinamentos adequados à sua época; todas as religiões vêm da mesma fonte.

O tema central da mensagem de Bahá’u’lláh é a unidade da humanidade. Dela decorrem princípios como a igualdade entre mulheres e homens, a eliminação do preconceito, a educação universal, a harmonia entre ciência e religião e a construção de uma ordem mundial pacífica.

A alma é imortal; céu e inferno descrevem a proximidade de Deus ou o afastamento dele, e a vida é uma jornada de crescimento espiritual.

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Três unidades

  1. iA unidade de Deus
  2. iiA unidade da religião
  3. iiiA unidade da humanidade

Princípios sociais

  1. 1Busca independente da verdade
  2. 2Igualdade entre mulheres e homens
  3. 3Harmonia entre ciência e religião
  4. 4Eliminação de todo preconceito
  5. 5Educação universal
  6. 6Uma língua auxiliar mundial
  7. 7Fim dos extremos de riqueza e pobreza
  8. 8Uma ordem mundial pacífica
Capítulo IV

Oração, jejum e comunidade

Os bahá’ís oram diariamente, escolhendo uma de três orações obrigatórias, e leem os escritos sagrados toda manhã e toda noite. Em março, jejuam durante dezenove dias, do nascer ao pôr do sol. O calendário bahá’í tem dezenove meses de dezenove dias, e a comunidade se reúne no início de cada mês para a Festa de Dezenove Dias.

Não há clero. Assembleias espirituais locais e nacionais, eleitas sem candidatos nem campanhas, administram os assuntos da comunidade. Grande parte da atividade assume a forma de círculos de estudo, encontros devocionais e aulas para crianças abertos a todos. As Casas de Adoração, como o Templo de Lótus em Nova Délhi, acolhem pessoas de todas as crenças.

  • Oração diária

    Uma das três orações obrigatórias a cada dia, e leitura dos escritos sagrados de manhã e à noite.

  • O Jejum

    Dezenove dias em março sem comer nem beber do nascer ao pôr do sol, antes do ano-novo.

  • Festa de Dezenove Dias

    A comunidade se reúne no início de cada mês bahá’í para oração, consulta e confraternização.

  • Serviço

    Círculos de estudo, aulas para crianças e trabalho pela comunidade, abertos a todos.

  • Peregrinação

    Aos santuários do Báb em Haifa e de Bahá’u’lláh perto de Acre.

Capítulo V

Os escritos sagrados

Os escritos do Báb, de Bahá’u’lláh e de ‘Abdu’l-Bahá são considerados escritura sagrada. Bahá’u’lláh escreveu em árabe e persa. Seu Kitáb-i-Aqdas estabelece leis e instituições, o Kitáb-i-Íqán explica a unidade dos mensageiros e as Palavras Ocultas oferecem versos curtos de conselho espiritual.

Os bahá’ís também honram como sagradas as escrituras de outras religiões.

  • O Kitáb-i-Aqdas

    Árabe

    “O Livro Mais Sagrado” (1873) de Bahá’u’lláh: leis, oração, jejum e as instituições da fé.

  • O Kitáb-i-Íqán

    Persa

    “O Livro da Certeza” (1862): sobre Deus, os mensageiros e o sentido das escrituras anteriores.

  • As Palavras Ocultas

    Árabe e persa

    Versos espirituais curtos (1858), entre os escritos bahá’ís mais amados.

Capítulo VI

De babí a bahá’í

A fé bahá’í nasceu do movimento babí. Na década de 1860, a maioria dos babís aceitou Bahá’u’lláh, e a comunidade se tornou a fé bahá’í. Uma pequena minoria seguiu seu meio-irmão Subh-i-Azal; esses babís azalis quase desapareceram.

Dentro da fé bahá’í, a sucessão por meio de ‘Abdu’l-Bahá, Shoghi Effendi e a Casa Universal de Justiça manteve a comunidade em grande parte unida.

Fé bahá’í a partir de 1863 Babís azalis a partir da década de 1860 Movimento babí a partir de 1844
Movimento babí
Irã. Seguidores do Báb, que proclamou uma nova revelação e anunciou outra, maior, que estava por vir.
Fé bahá’í
Mundo todo. A grande maioria dos babís aceitou Bahá’u’lláh como aquele que o Báb havia anunciado.
Babís azalis
Irã. Um pequeno grupo que seguiu Subh-i-Azal, meio-irmão de Bahá’u’lláh; restam poucos.
Capítulo VII

A fé bahá’í hoje

As estimativas do número de bahá’ís vão de cerca de 5 a 8 milhões, espalhados por mais de 200 países e territórios; a maior comunidade está na Índia. Seu centro mundial, com os santuários do Báb e de Bahá’u’lláh e seus jardins em terraços, fica em Haifa e Acre.

No Irã, berço da fé, os bahá’ís são a maior minoria não muçulmana e, desde a revolução de 1979, têm sido perseguidos, presos e impedidos de cursar o ensino superior.

5 a 8 milhões

bahá’ís em 2020, as estimativas variam

A maior comunidade vive na Índia. No Irã, onde a fé nasceu, os bahá’ís são a maior minoria religiosa não muçulmana e sofrem perseguição severa desde 1979. Fonte: Centro Mundial Bahá’í; World Religion Database.

Como a comunidade se organiza

A fé bahá’í não tem clero. A autoridade cabe a conselhos eleitos em três níveis, e espera-se que cada fiel estude os escritos por conta própria.

  • A Casa Universal de Justiça

    Nove membros eleitos a cada cinco anos pelos integrantes de todas as assembleias nacionais, com sede em Haifa. Eleita pela primeira vez em 1963, orienta a comunidade mundial e pode legislar sobre questões que os escritos não tratam.

  • Assembleias Espirituais Nacionais

    Nove membros eleitos a cada ano pelos delegados dos bahá’ís de um país, em uma convenção nacional. Supervisionam a vida da comunidade naquele país.

  • Assembleias Espirituais Locais

    Nove membros eleitos a cada ano, no Ridván, pelos bahá’ís adultos de uma cidade ou distrito, onde quer que haja pelo menos nove deles.

  • Eleições sem candidatos

    O voto é secreto, sem indicações nem campanhas: cada eleitor escreve os nomes daqueles que julga mais aptos a servir. Conselheiros nomeados por mandatos fixos aconselham e encorajam, mas não têm poder de dar ordens.

Símbolos

O ano

janfevmarabrmaijunjulagosetoutnovdez O ano a maioria das datas segue a lua Naw-Rúz Ridván Declaração do Báb Martírio do Báb Aniversários Sagrados Gêmeos Dia do Convênio
Naw-Rúz 
20 ou 21 de março. O ano-novo bahá’í, no equinócio da primavera do hemisfério norte, depois do Jejum.
Ridván 
de 20 ou 21 de abril a 1º ou 2 de maio. Doze dias que marcam a declaração de Bahá’u’lláh em Bagdá, em 1863; a festa mais sagrada.
Declaração do Báb
23 ou 24 de maio. O anúncio da missão do Báb em Shiraz, em 1844.
Martírio do Báb
9 ou 10 de julho. Recorda sua execução em Tabriz, em 1850.
Aniversários Sagrados Gêmeos
outubro ou novembro. Os nascimentos do Báb e de Bahá’u’lláh, celebrados em dias consecutivos.
Dia do Convênio
25 ou 26 de novembro. Homenageia ‘Abdu’l-Bahá como centro do convênio de Bahá’u’lláh.

Perguntas frequentes

A fé bahá’í é um ramo do islã?

Não. Ela surgiu em um ambiente muçulmano xiita, mas os bahá’ís a consideram uma religião independente, com escritura, leis e instituições próprias. Muitas autoridades muçulmanas a rejeitam, porque o islã ensina que Maomé foi o último profeta.

Quem lidera os bahá’ís?

Não há clero. Desde 1963 a fé é dirigida pela Casa Universal de Justiça, em Haifa, eleita a cada cinco anos, junto com assembleias locais e nacionais também eleitas.

O que os bahá’ís pensam das outras religiões?

Que vêm do mesmo Deus e ensinam as mesmas verdades espirituais, adaptadas à sua época. Bahá’u’lláh é visto como o mais recente, e não o último, dos mensageiros de Deus.

Por que os bahá’ís são perseguidos no Irã?

O governo iraniano não reconhece a fé bahá’í e considera os bahá’ís hereges. Desde 1979, mais de 200 foram executados e muitos foram presos ou impedidos de entrar na universidade, segundo a Comunidade Internacional Bahá’í e relatores da ONU.

Teste seus conhecimentos

8 perguntas sobre Fé bahá’í, com cada resposta explicada. Mais quizzes · Folha de atividades para professores

  1. Pergunta 1 de 8

    Em que cidade o Báb declarou sua missão, em 1844?

    Mostrar a resposta

    Shiraz. Sayyid ‘Alí-Muhammad, de Shiraz, declarou ser o Báb, “a Porta”.

  2. Pergunta 2 de 8

    Onde Bahá’u’lláh declarou sua missão, em 1863?

    Mostrar a resposta

    No jardim de Ridván, nos arredores de Bagdá. Os doze dias de Ridván, a partir de 20 ou 21 de abril, marcam sua declaração; é a festa bahá’í mais sagrada.

  3. Pergunta 3 de 8

    Qual é o tema central da mensagem de Bahá’u’lláh?

    Mostrar a resposta

    A unidade da humanidade. Dela decorrem a igualdade entre mulheres e homens, a eliminação do preconceito e a educação universal.

  4. Pergunta 4 de 8

    Onde fica o centro mundial bahá’í?

    Mostrar a resposta

    Em Haifa e Acre, em Israel. Ali estão os santuários do Báb e de Bahá’u’lláh e seus jardins em terraços, Patrimônio Mundial da UNESCO desde 2008.

  5. Pergunta 5 de 8

    Como se organiza o calendário bahá’í?

    Mostrar a resposta

    Dezenove meses de dezenove dias. A comunidade se reúne no início de cada mês para a Festa de Dezenove Dias.

  6. Pergunta 6 de 8

    Quando os bahá’ís jejuam?

    Mostrar a resposta

    Durante dezenove dias em março, do nascer ao pôr do sol. O Jejum termina com o Naw-Rúz, o ano-novo bahá’í, no equinócio de março.

  7. Pergunta 7 de 8

    Quem dirige a fé bahá’í desde 1963?

    Mostrar a resposta

    A Casa Universal de Justiça, eleita a cada cinco anos. Não há clero; as assembleias locais e nacionais são eleitas sem candidatos nem campanhas.

  8. Pergunta 8 de 8

    Em que cidade fica o Templo de Lótus, uma Casa de Adoração bahá’í?

    Mostrar a resposta

    Nova Délhi. Foi inaugurado em 1986 e acolhe pessoas de todas as fés; a Índia tem a maior comunidade bahá’í.

Fontes e leituras adicionais

  1. Encyclopaedia Britannica, “Baha’i Faith”
  2. Moojan Momen, The Bahá’í Faith: A Beginner’s Guide (Oneworld, 2007)
  3. Peter Smith, An Introduction to the Baha’i Faith (Cambridge University Press, 2008)
  4. Bahá’í International Community, “The Bahá’í Faith”