Capítulo I
O que se celebra
Depois de seis anos de estudo e de duras austeridades, Siddhartha Gautama tomou o caminho do meio entre a indulgência e a mortificação. Aceitou uma tigela de arroz-doce com leite de uma jovem, Sujata, recuperou as forças e sentou-se sob uma figueira em Bodh Gaya, decidido a não se levantar até encontrar o fim do sofrimento. Durante a noite, dizem os textos budistas, ele enfrentou as tentações de Mara, recordou suas vidas anteriores e viu como os seres renascem de acordo com seus atos. Ao amanhecer, despertou.
A tradição do Leste Asiático acrescenta que o despertar veio quando ele viu a estrela da manhã. A árvore se tornou a árvore bodhi, a “árvore do despertar”, e uma descendente dela ainda cresce em Bodh Gaya.
Capítulo II
Como se comemora
Nos mosteiros zen japoneses, a semana anterior ao Rōhatsu é o retiro mais exigente do ano, o Rōhatsu sesshin, com meditação durante grande parte do dia e da noite; ele termina na manhã de 8 de dezembro. Os templos realizam cerimônias e oferendas, e os leigos podem entoar sutras, meditar ou recitar os ensinamentos do Buda.
Nas comunidades chinesas, o Laba é marcado pelo preparo do laba zhou, um mingau de arroz, feijão, castanhas e frutas secas que lembra o arroz-doce de Sujata; os templos o partilham com os visitantes. Alguns budistas no Ocidente enfeitam um fícus com luzes ou contas.
Capítulo III
Pelo mundo
Templos de todo o Japão realizam cerimônias de Rōhatsu, e centros zen de Kyoto à Califórnia encerram seus retiros de inverno. No Laba, templos chineses como o Templo Lama, em Pequim, distribuem mingau a longas filas de visitantes.